BRASÍLIA

Déficit na segurança pública: Com aposentadorias na PM em 2021, um policial sozinho vai ficar responsável por 333 pessoas no DF

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Com esses números, a PM deve ter, este ano, o menor efetivo da história para atuar nas ruas. Enquanto isso, centenas de aprovados no concurso da Polícia Militar do Distrito Federal, realizado em 2018, aguardam pela convocação.

O efetivo da PM do Distrito Federal é de aproximadamente 10 mil policiais. Porém, a previsão é de que, com as aposentadorias de 2021, esse número caia para cerca de nove mil oficiais. Essa quantidade de militares precisa proteger 3 milhões de pessoas que moram na capital. Ou seja, um policial sozinho fica responsável por 333 pessoas. Com esses números, a PM deve ter, este ano, o menor efetivo da história para atuar nas ruas.

Enquanto isso, centenas de aprovados no concurso PMDF, da Polícia Militar do Distrito Federal, realizado em 2018, aguardam pela convocação. O Arthur Henrique, que está desempregado, é um deles.

“Hoje nós estamos numa situação muito cinza, que nós não sabemos, nós não entendemos o que está acontecendo. Os níveis de efetivos da Polícia Militar têm sido cada vez mais baixos, né? Estamos hoje abaixo dos 50% na Polícia Militar e o Governo tem demonstrado que não tem muito interesse em fazer um cronograma para que haja novas turmas”, disse o concursado.

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Em março do ano passado, os aprovados no concurso de 2018 foram chamados para compor uma nova turma. Porém, a pandemia da covid-19 fez com que o Governo do Distrito Federal interrompesse a seleção. A falta de respostas fez os candidatos criarem uma comissão para reivindicar direitos.

O advogado Max Kolbe está à frente do caso. Ele explica que a não convocação dos aprovados é inconstitucional. “É lamentável o que está acontecendo. Essa é a primeira vez na história do Governo do Distrito Federal que mais de 200 convocados são simplesmente desconvocados. A margem do entendimento do Supremo Tribunal Federal que diz que candidato nomeado tem direito a posse e o GDF simplesmente descumpre o entendimento do Supremo e vai deixando à mercê esses candidatos de fora de seu direito constitucional e legal da ascensão em um cargo público ao qual fora aprovado”, pontua o especialista do escritório Kolbe Advogados Associados.

O representante da comissão dos concursados Eduardo Feltraco conta que o grupo também entrou com um processo no Tribunal de Contas do Distrito Federal e com denúncias no Ministério Público.

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“Fizemos manifestações, diversas reuniões com autoridades públicas, tivemos o apoio de 24 deputados da Câmara Legislativa do Distrito Federal e mesmo assim não conseguimos o aumento de turmas e a celeridade da Polícia Militar do Distrito Federal para convocar mais candidatos”, pontua.

 

Instagram da comissão: https://instagram.com/726convocados?igshid=ugrfijtv2sq5

 

Crédito da foto dos policiais: Andre Borges/Agência Brasília

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