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PCDF faz perícia em cartazes falsos de Celina Leão e tenta identificar suspeitas no DF

Material com o número 22 associado à imagem de Celina Leão foi espalhado no Cruzeiro Velho e no Sudoeste. Polícia recolhe impressões digitais e investiga quem produziu e distribuiu os cartazes.

Ueliton Mello
Por: Ueliton Mello
14/10/2026 às 16h44 Atualizada em 14/10/2026 às 16h48
PCDF faz perícia em cartazes falsos de Celina Leão e tenta identificar suspeitas no DF
PCDF/Reprodução

Por Os Cobras da Notícia

A investigação sobre a distribuição de cartazes eleitorais falsos com a imagem de Celina Leão (PP) ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (14), no Distrito Federal. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou perícia em locais onde o material foi encontrado, com o objetivo de recolher impressões digitais e outros vestígios que possam ajudar a identificar os responsáveis pela ação.

O caso está sob investigação da 3ª Delegacia de Polícia, responsável pela região do Cruzeiro Velho. De acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles, três mulheres são suspeitas de espalhar os cartazes em diferentes pontos da região. Também há relatos de que materiais semelhantes foram colocados no Sudoeste.

O episódio chama a atenção por envolver material que associa a imagem da candidata à reeleição ao número 22, embora o número oficial utilizado por Celina Leão na urna eletrônica seja 11.

Cartazes em muros, placas e veículos

Imagens obtidas pelo Metrópoles mostram três mulheres caminhando pelas ruas com sacolas e realizando colagens em muros, placas de identificação e veículos estacionados. Parte dos materiais também teria sido colocada nos para-brisas de automóveis.

A perícia realizada pelo Instituto de Criminalística busca reunir elementos técnicos que contribuam para esclarecer as circunstâncias da distribuição e identificar quem participou da ação.

Até o momento, a investigação precisa determinar quem confeccionou os cartazes, quem financiou a produção e se houve outras pessoas envolvidas na distribuição. A eventual participação de terceiros também depende da apuração policial.

Número errado levanta suspeita de tentativa de confundir eleitores

A utilização do número 22 em material associado à imagem de Celina Leão levantou suspeitas de uma possível tentativa de induzir eleitores ao erro.

Dados eleitorais citados pelo Metrópoles apontam que 26.603 eleitores do Distrito Federal anularam o voto para governador no primeiro turno após digitarem o número 22 na urna eletrônica. O PL, partido associado a essa numeração, não apresentou candidato próprio ao Governo do Distrito Federal naquele turno.

O dado chama a atenção no contexto da denúncia, mas não comprova que os votos anulados tenham sido provocados pela circulação dos cartazes. Essa eventual relação precisaria ser demonstrada por elementos concretos da investigação.

A apuração deverá esclarecer se o material foi produzido deliberadamente para confundir os eleitores e se a conduta pode configurar ilícito eleitoral ou outro crime, conforme as circunstâncias comprovadas.

Investigação também apura outros materiais

Além dos cartazes com a numeração eleitoral atribuída incorretamente a Celina Leão, os investigadores apuram a circulação de materiais com referências ao nazismo e associação das imagens da candidata e de Flávio Bolsonaro ao conteúdo.

A Polícia Civil busca esclarecer se os diferentes materiais têm alguma relação entre si ou se correspondem a episódios distintos. Até que sejam reunidas provas, não é possível afirmar que todos tenham sido produzidos ou distribuídos pelas mesmas pessoas.

Também não há, até o momento, comprovação pública de que algum partido ou campanha adversária seja responsável pela produção ou divulgação dos cartazes.

Bastidores de Brasília: investigação pode ampliar repercussão política

O caso acrescenta um elemento de tensão ao ambiente político do Distrito Federal. A divulgação de material eleitoral com numeração incorreta pode gerar questionamentos sobre a lisura da disputa e sobre o uso de informações capazes de confundir o eleitor.

Ao mesmo tempo, a investigação exige cautela para evitar que suspeitas sejam tratadas como fatos consumados. A identificação das pessoas que aparecem nas imagens, a análise pericial e a eventual localização dos responsáveis pela impressão dos cartazes serão etapas importantes para reconstruir o que aconteceu.

O esclarecimento da autoria também poderá ajudar a determinar se houve uma iniciativa isolada ou uma ação organizada de distribuição.

Para além da repercussão política, o ponto central é garantir que os fatos sejam apurados com base em provas e que eventuais responsabilidades sejam estabelecidas pelas autoridades competentes.

O que vem agora?

A PCDF deverá avançar na análise dos vestígios recolhidos e nas diligências para identificar as suspeitas que aparecem nas imagens. A investigação também busca esclarecer a origem dos materiais e as circunstâncias de sua distribuição.

Até a conclusão das apurações, permanecem em aberto questões fundamentais: quem produziu os cartazes, quem determinou sua distribuição e qual era a finalidade da ação.

Os Cobras da Notícia acompanhará os desdobramentos do caso e as informações oficiais divulgadas pelas autoridades.

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